Digna?

Os weberianos acreditam que o trabalho dignifica o homem. Será que dignifica as mulheres de mentira também? Acho que se dignificar, eu sou uma pessoa muito digna, cara. Como estou trabalhando nestes dias! Nem estou encontrando tempo para escrever neste blog. A Megasena vai sortear R$ 11 milhões hoje e eu nem joguei. Não deu tempo. Saco.
O bom é que já posso começar a pensar em férias. Trabalhar só vale a pena porque há férias e décimo terceiro. Quero visitar os amigos que moram longe, conhecer novos lugares, esquecer que existe trabalho por uns dias. Tô precisando.


 

Benigno: palavra de vida

O dia 24 chegou antes, graças ao pedido de urgência (a gente podia pedir urgência para tudo na vida, né?). A boa nova veio hoje. Sim, uma pessoa muito querida está doente. Deve sim precisar de uma cirurgia, isso só será confirmado no bendito dia 24. Mas não é câncer. NÃO É CÂNCER. Não tem noção de como eu fiquei feliz e acho que a Claro também, porque fui contar a notícia para muita gente. A médica disse: “é totalmente benigno” e benigno virou minha palavra preferida de agora em diante, a melhor de todo o dicionário. Ela vai nos ajudar a matar os leões que estiverem no meio do caminho.

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A Folha Online trouxe hoje a notícia de um australiano que quer leiloar a própria vida (casa, emprego e até amigos) no eBay. O cara se separou e quer começar uma vida nova. Genial. Acho que, se der certo, a moda vai pegar.


 

Liberal conservadora ou conservadora liberal

Ela era rebelde. Queria mudar o mundo sobre duas rodas, como Che (clichê!?). Foi crucificada por assumir que fumou e tragou, perdeu o emprego. Quis virar gente grande e entrar para o mundo de Brasília. Quase chegou lá. Se separou. Largou as drogas. Encontrou Buda, Jesus, Jeová e todos os santos e orixás. Se encantou por um careca conservador já senhorzinho e casado. Passou a acenar outras bandeiras para atingir o poder. Trocou seus bótons. Achou um emprego de menininha. Passou a aparecer na TV toda produzida, dar mil entrevistas para jornais, acho que agora deve até freqüentar colunas sociais. Agora, é disputada entre os conservadores. Diz que não vai ceder porque quer ser a cabeça do poder. Não com o meu apoio. Ela me lembrou os tempos que estudei a história da república no começo do século passada: “nada mais conservador do que um liberal, nada mais liberal do que um conservador”.


 

Oitava Mudança

Entre as coisas novas de 2008 uma já aconteceu: mudei de apartamento. Nos últimos 10 anos, mudei oito vezes. Antes disso, sempre morei na mesma casa, onde meus pais ainda vivem. Amo aquela casinha amarela, aqueles vizinhos-família, aquela rua na qual conheço tudo: as árvores, os cachorros, o cheio de chuva...

Mas gostava também muito da minha antiga morada em SP tanto que fiquei mais de três anos lá. Foi o meu endereço por mais tempo na última década. No sábado à tarde, o apartamento vazio. O último encontro. Meu, seu, dele. Doeu muito. Estava tão convencida pela frase de uma amiga que já mudou muito mais do que eu e disse: TODA MUDANÇA É PARA MELHOR. No entanto, as mudanças me desorientam. Reencontros me desorientam. Talvez eu seja desorientada mesmo.

A velha kit ficou pequena demais, depois que minha irmã caçula veio morar aqui. Na casa nova, ainda há muita coisa minha encaixotada. Minha irmã me pergunta quando vou terminar de organizar tudo. São livros, muitos livros. Roupas, sapatos, papéis. Não estou incomodada porque não estou precisando de nada que está nelas. É incrível como a gente tem sempre muito mais coisa do que precisa, mesmo quando tenta não acumular coisas inúteis.

Encaixotei tudo muito rápido, sem pensar muito. Fiz a linha: tudo o que couber nestas caixas vai. E como as caixas eram infinitas, tudo coube. Agora, o trabalho de organizar vai ser grande, mas, nesta semana, estou meio sem vontade de fazer isso. Sem vontade de fazer qualquer coisa além de esperar o dia 24.


 

2008 28 28: coisas novas

Dia 28 de um mês ainda vindouro farei 28 anos e estamos em 2008. Não sou esotérica, numeróloga ou qualquer coisa que o valha, então não sei o que isso significa. Pessoas que talvez saibam tão pouco quanto eu, me disseram que a soma dá um e que isso significa tempo de iniciar novas coisas. 2007 dava nove. 27 anos dá nove. Nove = fim, foi o que as mesmas pessoas curiosas me disseram. Estou na transição. Fico pensando será que não dá para iniciar coisas novas e boas sem perder as que eu tenho? Não dá para preservar pelo menos as pessoas queridas?


 

Pontapé Inicial

Faz anos que penso em fazer um blog. Margô sempre me falava que eu precisava ter um e eu relutava em aceitar porque fico pensando que não tenho nada muito interessante a escrever. Mas acho que é isso mesmo. NoBody e NenhumaCabra têm sempre algo muito surpreendente a dizer, mas as coisas precisam ser dita para esvaziar o estoque de pensamentos inúteis e abrir espaço para outros surgirem. A partir de agora, os meus ficam por aqui.

Acho que o correto é me apresentar. Como o título do blog é “Mulher de Mentira” precisa dizer algo sobre uma expressão que surgiu ainda nos tempos de UEL para me definir. No orkut, há a comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10962391. Resumidamente, posso dizer que sou mulher que não faz caras e bocas para cumprir regras sociais idiotas que nem ao menos sabemos quem as criou. Me assumo como sou, vou atrás do que quero (em umas, ganho; em outras, perco) e, principalmente, não tem medo de buscar a minha própria felicidade.

Não, não sei cozinhar super bem, não sei quase nada sobre prendas domésticas. Não fico só pensando em futulidades. Nenhum dos dois tipos de mulheres cantadas na música de Mário Lago e Ataulfo Alves me representam. Quem começar a ler este blog vai conhecer um pouco sobre este terceiro tipo de mulher, as de mentira.


 
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