Acabou de receber um e-mail com um texto que foi divulgado pela UEL sobre a morte do Judas Barros. Como muitos do tipos conheceram ou tiveram aula com ele, reproduzo o texto:
Professor Eduardo Barros será velado na Acesf
O professor Eduardo Judas Barros, assessor de Relações Internacionais da UEL morreu de falência múltipla dos órgãos hoje, às 14h40, na Unidade Coronariana do Hospital Evangélico, onde estava internado desde o último domingo. O velório será na Acesf. Os detalhes sobre o enterro ainda estão sendo definidos pela família.
Nascido em 21 de janeiro de 1944 em Goa, na Índia, ele emigrou para o Brasil na década de 1970 em busca de especialização na área de Relações Públicas. Era professor da UEL desde 1983.
Era graduado em Filosofia Social pela Pontificial Athaeneum Of Poona (1969), mestre em Sociologia - University Poona (1973), mestre em Filosofia Social - Jawaharlal Nehru University New Delhi (1975), doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1989) e doutor em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1982).
Ele criou o Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da UEL, em 1985, objetivando o intercâmbio cultural e artístico com outros países, notadamente a Índia e promovia eventos como os festivais de danças étnicas.
Foi secretário municipal da Cultura na segunda gestão de Antonio Belinati.
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Comentários meus - Quem vai falar sobre o pacto da mediocridade com os novos alunos de jornalismo da UEL?
Acho a Veja uma revista péssima. Mas, de vez em quando, perco o meu tempo com ela. Ontem, foi um destes dias. Fui ao Morumbi assistir ao meu São Paulo ganhar do Botafogo e eis que me oferecem um exemplar de graça. Peguei e quando cheguei em casa fui folhear. O editorial falava do IV Congresso de Publicidade que aconteceu na semana passada, com direito até a “mercham” no Faustão, que também participou do evento.
O texto era uma imensa campanha contra as possíveis regulamentações que o governo venha a fazer para a propaganda de cigarro, bebidas e comidas com alto teor calórico. Claro, que foram recorrer ao argumento fácil de que a regulamentação é censura.
Vamos lá. Primeiro, vou dizer eu bebo e volta e meia consumo alimentos com alto teor calórico (como McDonald’s), mas não gosto de cigarros. Sei que são coisas que em excesso podem me fazer muito mal (câncer, cirrose, enfarto e uma série infinita de doenças), coisas que as propagandas relutam em não dizer ou dizem de uma maneira chatíssima depois de um comercial superlegal quando a informação é obrigatória. Eles fazem parecer que estes produtos são super saudáveis e assim enriquecem os seus bolsos.
Por fim, as pessoas entopem suas artérias com gordura trans, têm um ataque cardíaco e vão parar num hospital. Quem paga a conta? O McDonald’s? Claro que não. Na maior parte das vezes, a conta é paga pelo dinheiro que pagamos em impostos. Se é algo que não faz bem para ninguém porque é preciso ter propaganda? Será que as pessoas vão deixar de saber que existe cerveja e big mac? Não creio. Vão deixar de consumir? Eu, pelo menos, não. Mas, talvez deixem de ser iludir que suas vidas podem ser salvas pelo prazer de consumir uma batata frita e passe a evitar os excessos. Acho que garantir o direito ao acesso à informação verdadeira é dever do Estado, por isso, vou a favor da liberdade de imprensa, mas não da liberdade de manipulação ou de criação de ilusões que a indústria da publicidade está em defesa. Acho benéfico que exista uma regulamentação para o setor e, mais, a sociedade civil deveria participar deste debate. Mas aí já é pedir demais para um povo que paga todos os impostos que não consegue sonegar, né?